Poesia
Voei longe, ao refúgio mais longínquo
Onde me posso encontrar.
Onde espero de mim uma alvorada.
Na escuridão rasgada do dia,
Em que o sol descansa para a madrugada,
Fiz para ti o que sabia.
Deixei que a minha voz soasse…
Florbela Espanca has taught me to long for dawns and to overcome the sadness of the apparent loneliness of youth. It was in this poem that I found myself endowed with the awareness to feel that I am whole when I’m writing. And it was with these words that I chose to premeditate the path I want for myself. I will always let my voice sound at peace. Thank you, Flor d’Alma da Conceição, for so much that you have left me/us.
A Florbela Espanca ensinou-me a desejar alvoradas e a superar a tristeza da aparente solidão da juventude. Foi neste meu primeiro poema que encontrei a consciência para sentir que a escrever estou inteira. E foi com estas palavras que escolhi, há exatamente quatro anos, premeditar o caminho que quero para mim. Deixarei sempre que a minha voz soe em paz. Assim te agradeço, Flor d’Alma da Conceição, por tanto que me-nos deixaste.
Rita Dias – March 23, 2013




